Sobre mim

Sou desenvolvedor full stack sênior e tech lead na DIGA — Tecnologia em Atendimento, em Florianópolis. Respondo pela arquitetura e pela operação das plataformas da empresa. A principal atende mais de 300 unidades espalhadas pelo Brasil e opera também na África e no Canadá.
Estou no mesmo produto há 17 anos, o que costuma levantar a sobrancelha de quem lê currículo. Entrei pelo suporte em 2009, virei desenvolvedor no ano seguinte e nunca troquei de plataforma. A leitura correta não é acomodação: convivo há 16 anos com as consequências das decisões de arquitetura que eu mesmo tomei. Sei quais envelheceram bem e quais viraram dívida, porque paguei as duas contas.
O time e a plataforma
Lidero um time de quatro desenvolvedores. O trabalho se divide entre desenhar solução, revisar código, decidir o que entra e o que espera, e destravar quem está parado.
O GAF é a plataforma principal: gestão de filas e atendimento ao cidadão, multi-tenant, usada por órgãos públicos e empresas privadas. Emissão de senha com regras de prioridade, atendimento presencial e por vídeo, agendamento, encaminhamento, relatórios e integrações externas. O backend Laravel está dividido em mais de vinte módulos independentes; o frontend é Vue.js. Em produção: 30 milhões de requisições por mês, tempo médio de resposta em torno de 220 ms e taxa de erro de servidor abaixo de 0,02%.
Também respondo pelo GCI, plataforma de digital signage. São duas peças: um manager web onde o cliente monta a grade de programação e um player que executa essa grade em TVs e dispositivos Android.
Cloud, Kubernetes e custo de infraestrutura
A infraestrutura passou por duas migrações, cada uma por um motivo diferente. A primeira tirou tudo de servidor on-premise e levou para a AWS: containers em ECS, bancos em RDS e funções pontuais em Lambda, com balanceamento de carga, alta disponibilidade e uma camada de segurança na borda. A segunda levou todos os produtos da AWS para a Microsoft Azure por decisão de custo, preservando os mesmos padrões técnicos.
Hoje os ambientes rodam em Kubernetes na Azure, com clusters separados para desenvolvimento, staging e produção, esteiras de build e deploy em Azure Pipelines e agentes de observabilidade em runtime.
O resultado que eu mais gosto de contar é de dimensionamento. Depois de ajustar o servidor de aplicação e colocar o KEDA para escalar por demanda, o cluster saiu de 19 nós permanentes para 11 no pico do horário comercial e 8 fora dele. Mesma carga, conta menor.
Produtos próprios
Fora do horário da empresa, tiro produto do zero. É onde eu exercito, em semanas, decisões que na plataforma grande levam meses para dar retorno.
- Bônus Fiel — SaaS de cashback e fidelização para prestadores de serviço autônomos. Modelagem de domínio, backend Laravel, aplicação mobile-first, proposta de valor, precificação e onboarding. A restrição de projeto era dura: o uso tinha que caber em poucos toques, dos dois lados do balcão.
- Paroli AI — gestão financeira por conversa. O usuário fala ou escreve um gasto e uma LLM extrai, classifica e organiza o lançamento por centro de custo, com controle de estoque. A parte difícil não é chamar o modelo: é validar e parsear saída estruturada com confiabilidade suficiente para aquilo virar lançamento.
Como eu tomo decisões técnicas
Complexidade só entra quando o problema exige. Abstração prematura é dívida que ninguém lembra de ter contraído. Prefiro código direto e testado — e, quando a complexidade for mesmo necessária, que fique isolada atrás de uma fronteira clara. Foi assim que o backend do GAF virou vinte módulos independentes, em vez de um monolito com vinte responsabilidades entrelaçadas.
Performance e custo de infraestrutura são requisito de produto. Aqueles 8 nós fora de pico não apareceram sozinhos. Alguém precisou tratar tempo de resposta e fatura de cloud como parte do escopo.
Arquitetura boa é a que o time consegue sustentar. Diagrama elegante que só uma pessoa entende é ponto único de falha com nome bonito. Padrão explícito, código legível e revisão que ensina em vez de policiar valem mais do que produtividade isolada.
Antes de liderar time de engenharia, liderei gente sem crachá: coordenei um grupo comunitário de jovens entre 2015 e 2018, que chegou a 15 pessoas. Foi ali que aprendi que alinhar expectativa é trabalho, não conversa de corredor.
Stack
- Backend — PHP, Laravel, Livewire, APIs REST, filas e jobs assíncronos.
- Frontend — Vue.js 3, TypeScript, Astro, HTML e CSS acessível.
- Dados — MySQL, PostgreSQL e Redis; modelagem, migração e otimização de consultas.
- Cloud e containers — Docker, Kubernetes, KEDA, Microsoft Azure, AWS (ECS, RDS e Lambda), Cloudflare.
- Entrega e operação — CI/CD com Azure Pipelines e GitHub Actions, observabilidade em runtime, resposta a incidentes.
- IA aplicada — extração estruturada de dados com LLMs, design de prompt, validação de saída estruturada em produção.
Formação
| Instituição | Curso | Período |
|---|---|---|
| Estácio | Bacharelado em Tecnologia — Análise de Sistemas de Computação | 2017 — 2019 |
| KeepIt | Programação em HTML5 com JavaScript e CSS3 | 2013 — 2014 |
| Senai | Técnico em Programação | 2009 — 2011 |
Conversar
Não estou procurando ativamente, mas ouço proposta boa. O que me interessa é posição de tech lead ou engineering lead — CLT, PJ ou consultoria pontual, remoto a partir de Florianópolis, com disponibilidade para viagens.
Se chegou até aqui, o próximo passo é ver o trabalho ou puxar conversa: projetos e experiência · artigos técnicos · contato.